23 de ago de 2012

Ob(ser)var


Um fim de noite estrelado, um belo nascer do Sol, um brilho que cega momentaneamente, uma estação de metrô.
E eis que eu me dou conta de que ando por aí observando pessoas...
Eu não paro, apenas reparo e continuo caminhando.
E, de repente, “sei” como elas são, como está o seu humor, para onde vão, o que pretendem fazer durante o seu dia, qual é a sua rotina, se eu sempre as encontro, ou se elas estão por ali uma única vez.
E observo pessoas... Mais do que gostaria, ou deveria.
Eu “sei” tudo a seu respeito. Menos quem são, pois no frenesi que são as manhãs desta cidade isso não é assim tão relevante.
Mas em meio a minhas observações, me dei conta de que pode haver por aí uma infinidade de pessoas como eu: pessoas que observam pessoas, que “sabem” quem elas são. Quantas pessoas não sabem ao menos por um instante quem eu “sou”?!
O que elas não imaginam é que eu também as observo.

Espero que entendam a essência do verbo SABER, neste contesto, é claro.

22 de ago de 2012

Um pequeno achado


É como se tudo em mim fosse o universo. A aparência tranquila, praticamente estática, mas poucos sabem que ocorrem explosões a todo momento. Explosões capazes de criar novas galáxias, mas que também podem trazer muita destruição.
A cabeça é como um vulcão ativo: amedronta, traz medo constante. Às vezes a erupção é inevitável, e quando acontece dói intensamente. É preciso aguentar, juntar o que as lavas não varreram e recomeçar.
O coração ainda é como um planeta recentemente descoberto. Planeta esse muito distante, motivo de muita curiosidade e de constantes indagações. Porém, não há ainda quem tenha encontrado forma de explorá-lo...

Escrito há  pouco mais de um ano, no finalzinho de uma incrível aula de Língua Portuguesa.
Fico em êxtase quando encontro algo que escrevi há tempo  e é como se tivesse escrito ontem.